8 dicas para diminuir a angústia de falar em público

29 de Maio - Artigo - POR Ana Kelly Martinez

A grande maioria das pessoas sentem angustia quando estão em uma situação para falar em público, isso ficou mais intenso para uma mulher que viveu uma situação muito difícil da ciberbullying.

A fim de demonstrar os sentimentos de angustia extrema desencadeado pelo ciberbullying, coloco as palavras dessa mulher, para entendermos o que ela viveu e o que isso significa.

 

 

“A palavra nervosismo não dá conta de descrever o que eu senti. Era mais como se eu me sentisse... dilacerada de pavor. Raios de medo. Angústia elétrica. Se desse captar a energia de meus nervos naquela manhã, acho que a crise energética seria solucionada. Eu estava não só subindo num palco diante de uma plateia respeitada e brilhante, como seria gravada num vídeo de enorme de chance ser publicado em uma plataforma de grande difusão. Fui invadida por ecos de um trauma persistente, causado pelos anos em que fui ridicularizada em público. Fui atormentada por uma insegurança profunda, pela sensação de quo o palco do TED não era o meu lugar. Era contra essa experiência interior que eu lutava.”

Essas palavras são de Monica Lewinsky, que em 1998 foi a condutora juntamente com o presidentes Bill Clinton de um escândalo político sexual.

Ela foi rechaçada pelos canais digitais na época, o que lhe rendeu algumas traumas sendo um deles o de se expor em público. As palavras acima foram descritas no livro TED Talks de Cris Andreson presidente do TED e a palestra que ela fez está na internet para todos nós aprendermos com ela.

Na palestra é possível ver que ela está nervosa, superou e usou de técnicas surpreendentes que possibilitaram que enfrentasse com grande sucesso o trauma.

Continue lendo porque algumas dessas técnicas estão no final desse artigo.

Somos seres sociais

Mas o que pode levar uma pessoa e ter tanto medo de se expor?

É porque há muita coisa em jogo.

Não se trata apenas da situação momentânea, mas de uma reputação de longo prazo.

A maneira como os outros nos veem tem enorme importância e afeta nossa autoestima. Desejamos o afeto, o respeito e o apoio dos outros.

De alguma maneira nossa felicidade futura depende dessa realidade.

Para nós, o que acontece nos palcos da vida social afeta substancialmente nossos valores sócias, para o bem ou para o mal.

Inegavelmente o caso de Monica demonstra o quanto os meios de comunicação podem alcançar um número exponencial de pessoa, e o fato relatado aconteceu em uma época que a internet estava engatinhando.

Vivemos em uma época que falamos para milhares de pessoas ao mesmo tempo e exercemos grande influência. Podemos falar intimamente para uma câmera e deixar a internet fazer o resto.

A competência comunicativa não é um extra um opcional destinado à alguns poucos, é uma qualificação fundamental para o século XXI. Se for capaz de ter autoconfiança, essa competência se expandirá, você ficará atônito com a força que ela pode te dar para enfrentar e ter sucesso na vida.

Escrevi um artigo que explica quais são as competências comunicativas que usamos todos os dias.

Preparo mental para controlar os nervos

O medo desencadeia a reação ancestral de luta e fuga, que são manifestações físicas desencadeadas pelas descargas químicas no cérebro.

Antes de tudo e bom saber que a adrenalina é ótima quando fornece energia para sair correndo nas savanas africanas em busca de segurança, sem dúvida nenhuma fornece energia e entusiasmo para sua presença de palco.

Mas, em excesso geram uma instabilidade física muito grande, a boca pode ficar seca e gerar uma voz embargada e pigarros, a função de turbinar os músculos para a fuga, provoca tensão em todo o corpo produzindo contração muscular dando origem ao tremor de mãos e pernas e também da voz.

As dicas que você irá ler lhe ajudarão a equilibrar a descarga de adrenalina provocada pelo medo.

8 dicas para você fazer nas apresentações

1.Use o medo como motivador

É pra isso que ele serve.

Não fuja as situações de exposição por mais simples que ela for, quanto mais você enfrentá-las mais seu corpo começará a responder positivamente as situações.

Sua segurança vai aumentar, o medo vai diminuir, e a palestra será melhor.

Pode confiar

2. Deixe seu corpo ajudar

Antes de subir ao palco, há uma série de coisas que você pode fazer para diminuir a descarga de adrenalina.

A mais importante é o controle da respiração.

É ela que fará com que a adrenalina fique mais equilibrada no organismo.

Procure fazer o seguinte exercício de respiração:

  1. Sente-se em uma posição confortável e com a coluna reta.
  2. Fazer inspirações (entrada do ar) pelo nariz (nasais) de maneira tranquila.
  3. Solte o ar na expiração pela boca de maneira tranquila.

O segredo aqui é controlar a saída do ar, expirar devagar e de forma prolongada, isso acalma muito. É a respiração da meditação.

3. Beba água

A adrenalina promove alterações em todo o corpo, uma das mais comuns é a boca seca, isso é muito ruim para a articulação da palavras e para a produção de voz.

Para minimizar essa reação, beba água antes e se possível durante a apresentação, a ingestão deve ser em goles pequenos.

4. Evite estômago vazio

O movimento de engolir (deglutir) também relaxa a musculatura da laringe, órgão responsável pela produção da voz. A temperatura dessa água deve ser natural.

  • Tem comprovação cientifica que auxilia na produção da voz porque é adstringente;
  • Tem uma textura que faz com que tenhamos que mastigar bastante, assim relaxa a musculatura da fala e;
  • É hidratante.

5. Lembre-se do poder da vulnerabilidade

O público recebe bem quem é sincero e eles conseguem perceber quando o orador está nervoso, reconhecer essas situações aproximam a plateia. Você pode disser algo como:

“Bom estou um pouco nervoso, mas não poderia deixar de estar aqui com vocês hoje.”

“Dar palestra não é algo habitual para mim, mas esta era importante demais para recusar.”

Quando apresentamos nossas fragilidade para a plateia estamos trabalhando a comunicação empática, nos sentimos mais confortáveis.

6. Procure amigos na plateia

Procure na plateia rostos que lhe parecem simpáticos e receptivos.

Encontre três ou cinco pontos (pessoas) distribuídas no ambiente e procure manter contato visual com elas.

Todos perceberão a sintonia e o incentivo que esses rostos lhe transmitem e você ficará mais confiante.

Convide amigos para irem na sua apresentação, ai você irá falar para eles, assim ficará mais calmo, porém não se esqueça que há outras pessoas no ambiente, você também deve manter contato visual com elas.

7. Tenha um plano B                     

Um bom comunicador não tem só um plano B ele tem o alfabeto todo planejado.

Isso mesmo, você não sabe o que pode acontecer, deve ter várias alternativas para diversas situações.

Leve anotações, o roteiro, tenha os slides na nuvem, em um Pen Drive, impresso e tudo muito mais que puder.

O mais importante em situações difíceis é lidar com naturalidade com o problema que podem surgir, assim, usará seu plano B com mais facilidade e tranquilidade.

8. Concentre-se no que está dizendo

Sempre lembre do que vou falar agora.

Não se trata de você, mas da ideia que transmite com paixão.

Sua tarefa é estar ali a serviço da ideia, dá-la de presente. Se mantiver isso em mente quando se expor, vai se sentir livre.

O nervosismo não é uma maldição.

Ele pode ser transformado e gerar um ótimo resultado. Procure ter um novo olhar para ele, com certeza irá se tronará seu aliado nos momentos de dificuldade.

Obrigada por ter ficado comigo até agora.

Se você gostou e tem alguma dúvida ou sugestão, deixe para mim nos comentários.

Abraço.

Referência:

Andreson, Cris. TED Talks: Guia oficial do TED para falar em público. 2016.

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Comentários

Comentários

  1. Israel Lins disse:

    Esse livro referência é perfeito.
    Mas até hoje não esqueço sua apresentação em um trabalho no TRE/MS. Foi uma das melhoras palestras que participamos por causa do seu preparo e seu conteúdo.
    Vamos pedir sua volta.

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